Tenerife em família: seis noites entre vulcão e oceano
Uma ilha, quatro paisagens, distâncias curtas de carro: essa combinação é o que faz a maior das Canárias funcionar em família. Seis noites em abril para dois adultos e duas crianças, um carro alugado desde a primeira manhã, e um ritmo que alterna um dia puxado com um tranquilo, para que ninguém suba um vulcão com as pernas cansadas.
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Para quem é esta viagem
Abril é o argumento discreto dessa viagem. Nossos registros indicam 23,9 °C de dia e 17,6 °C à noite, com 14,9 mm de chuva em 3 dias chuvosos — o trecho mais seco do ano ao lado de maio, longe do pico de agosto de 30 °C e antes das multidões de verão. Quente o suficiente para o mar, ameno o bastante para que a subida à cratera continue sendo um prazer, e as férias escolares europeias caem dos dois lados, não em cima. O roteiro dorme no norte, mais verde, mais barato e com comida melhor do que os resorts do sul, e sai de lá para cada passeio: sem trocar de base, sem meio dia perdido refazendo malas. Serve para famílias cujas crianças caminham uma hora sem negociar, mais ou menos a partir dos seis ou sete anos. Mais novas que isso, mantenha a cratera e tire um dos passeios costeiros.
Dia a dia
Dia 1 — Chegada, a costa norte, um primeiro mergulho
Dois aeroportos atendem a ilha: um a nove quilômetros da área de Santa Cruz e La Laguna, o outro a cinquenta e seis quilômetros pela rodovia. Pegue o carro no terminal: o interior da ilha é realmente complicado sem um. Siga para o norte e desfaça as malas de verdade, já que você não vai trocar de base de novo. A tarde pertence ao mar: areia vulcânica escura e uma orla com piscinas de maré talhadas na rocha, além de uma primeira lição de ondulação atlântica, mais forte do que sua aparência mediterrânea sugere. Confira as bandeiras antes de qualquer um entrar na água, jante cedo na orla, e deixe as crianças ditarem o ritmo.
Dia 2 — Um traçado colonial, depois a crista de laurissilva
Comece por La Laguna, cujas ruas coloniais e pátios pintados tomam no máximo uma manhã — a dose certa com crianças. Suba então ao Anaga, o antigo maciço no nordeste da ilha. A estrada vira curvas fechadas e a mata se fecha: é a laurissilva, sobrevivente verde e úmida de uma floresta que outrora cobria o sul da Europa, e nada nela lembra uma ilha de férias. Caminhe por uma única trilha curta e sinalizada, depois pare num mirante de crista no fim do dia, quando o mar de nuvens se assenta abaixo da estrada. Conte uma hora de estrada em cada sentido; as distâncias são pequenas, as curvas não.
Dia 3 — Subida à cratera
O grande dia. A estrada deixa para trás os terraços de bananeiras, atravessa um cinturão de pinheiro-canário e chega ao fundo da caldeira, um planalto de lava onde nada cresce e a luz fica dura. Camadas quentes para todos: você está subindo bem acima dos registros da costa, e o vento morde mesmo em abril. O teleférico leva quase até o topo do cone, mas a trilha circular entre as torres de rocha mais abaixo é a melhor opção em família: uma hora numa trilha tranquila. O trecho final até o cume exige uma autorização gratuita reservada com bastante antecedência, raramente vale a restrição aqui.
Dia 4 — A costa sul e as baleias
Atravesse para o outro lado, uns quarenta minutos de rodovia, e o clima muda por completo: o sul fica a sotavento, seco e claro, e abre mais cedo no dia. A manhã é para um passeio de barco. Uma população residente de baleias-piloto vive no canal entre Tenerife e a ilha vizinha, perto o bastante da costa para dispensar uma travessia longa; escolha um operador que mantenha distância e desligue os motores. Depois a praia, um sorvete, nada mais cansativo: esse dia de recuperação é o que torna possível o dia da cratera, então resista à tentação de acrescentar um segundo passeio.
Dia 5 — Piscinas de lava e uma estrada de desfiladeiro
Pegue o noroeste cedo, antes dos ônibus de turismo: a estrada para a vila encaixada de Masca é estreita, espetacular e com pouco estacionamento, e só a primeira hora é confortável. Desça de volta à costa, onde antigos fluxos de lava deixaram piscinas naturais à beira d'água, abrigadas da ondulação e rasas o bastante para crianças ainda inseguras. A antiga vila portuária acima mantém suas varandas de madeira canárias e sua sequência de pequenas praças sombreadas. Almoce no interior se puder, em terra de bananeiras, onde as mesas das fazendas servem o vinho da ilha pela metade do preço da orla.
Dia 6 — Um dia tranquilo, mantido flexível
Reserve um dia sem plano. Abril é seco em nossos registros, mas o Atlântico manda vento, e uma calima, a névoa de poeira vinda do Saara, pode achatar de vez a luz e a temperatura. Se o tempo aguentar, passe a manhã na água e a tarde em Santa Cruz, onde um mercado coberto, a arquitetura da orla e um parque cheio de periquitos compõem um passeio urbano fácil. Se não aguentar, esse é o dia dos aquários e museus, ou de subir até o cinturão de pinheiros, onde a nuvem costuma parar abaixo da estrada. De qualquer forma, arrume as malas hoje à noite.
Dia 7 — Mercado, sanduíches, partida
Dedique a última manhã a algo pequeno: um mercado de produtores, uma última hora na areia preta, ou a trilha costeira ao norte da cidade. Compre bananas, queijo de cabra e um saquinho daquelas batatas enrugadas com sal grosso que todo mundo vai sentir falta em uma semana. Depois, siga para o aeroporto lembrando que o terminal sul fica a quase uma hora pela rodovia, enquanto o do norte fica a vinte minutos do planalto de La Laguna, e que o combustível custa menos na cidade do que perto do terminal. Devolva o carro com o tanque cheio e leve os itens de praia na bagagem de mão em vez de despachados.
Atualizado em 21 de setembro de 2026.